Gl 2:6-19.
Introdução.
1. Paulo defende seu apostolado em Gálatas, contando...
a. Seu contato limitado com os outros apóstolos, em particular com Pedro - Gl 1:11-24.
b. Dois episódios, quando ele se reuniu com os apóstolos, especialmente Pedro - Gl 2:1-21.
2. A relação entre Paulo e Pedro muitas vezes tem sido deturpada.
a. Que Pedro tinha primazia sobre Paulo (catolicismo).
b. Que tinham diferenças doutrinárias (Crítica).
A evidência bíblica mostra o contrário. Tanto em Gálatas e em outros lugares nas Escrituras, podemos constatar a sua igualdade e o respeito mútuo. A partir do nosso texto (Gl 2:6-19), vamos considerar em primeiro lugar...
I. A visita de Paulo a Jerusalém.
A. Ocasião.
1. Paulo, Barnabé e Tito tinham ido a Jerusalém por revelação divina - cf. Gl 2:1-2.
a. É, provavelmente a visita a Jerusalém descrita em Atos 15:2-4.
b. Embora alguns pensem que possa ter ocorrido anteriormente - cf. At 11:29-30; 12:25.
2. Paulo defendeu-se da acusação dos falsos mestres - cf. Gl 2:2-5.
a. Numa reunião particular, falou com aqueles “de maior influência” (Pedro? Tiago?).
b. Que falsos irmãos procuravam obrigar Tito a ser circuncidado.
c. Paulo se recusou a ceder às suas exigências.
3. Paulo se encontrou com Pedro, Tiago e João, que “eram reputados colunas” - cf. Gl 2:6,9.
B. O resultado.
1. Com aqueles “de maior influência” (Tiago, Cefas, João) - Gl 2:6-10.
a. Eles não acrescentaram nada a Paulo (não fizeram novas exigências, não deram novas instruções ou regras).
b. Eles viram que a Paulo tinha sido dado o Evangelho da incircuncisão.
c. Paulo reconheceu o trabalho eficaz de Deus no ministério de Pedro, o apostolo da circuncisão.
d. Tiago, Cefas (Pedro) e João conheceram a graça dada a Paulo.
e. Eles estenderam a destra de companheirismo a Paulo.
f. Eles pediam apenas que Paulo lembrássemos dos pobres, o que ele estava ansioso para fazer.
2. Do encontro, juntamente com todos os apóstolos e presbíteros em Jerusalém - At 15:6-29.
a. Pedro conta da sua pregação aos gentios, e da salvação dos incircuncisos.
b. Paulo e Barnabé relatam o ministério e a obra de Deus entre os gentios.
c. Tiago mostra a base bíblica, e, em seguida, uma carta em que todos concordaram.
d. A carta confirmou o ministério dos “amados Barnabé e Paulo”.
A visita de Paulo a Jerusalém certamente mostra que ele e Pedro estavam de acordo sobre o Evangelho que pregavam. A natureza de seu relacionamento é mais clara na...
II. Visita de Pedro a Antioquia.
A. Ocasião.
1. Pedro foi hipócrita - Gl 2:11-13.
a. Ele tinha chegado a Antioquia (alguns pensam que isto foi durante At 15:1; outros acham que foi mais tarde).
b. No começo, ele comia com os gentios.
c. Depois de chegarem alguns da parte de Tiago, Pedro retirou-se e se separou deles.
d. Ele temia os da circuncisão.
e. Suas ações incentivaram outros judeus a serem hipócritas, até mesmo Barnabé.
2. Paulo confrontou Pedro - Gl 2:11,14-19.
a. Ele resistiu Pedro face a face, porque ele se tornara repreensível.
b. Ele repreendeu Pedro diante de todos, mostrando-lhe ser inconsistente.
c. O evangelho de Paulo (justificação pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei), o mesmo pregado por Pedro aos gentios (At 15:7-11), devia ser vivido na integra.
B. O resultado.
1. Demonstrou a igualdade de Paulo e Pedro - Gl 2:11,14.
a. Paulo tinha a autoridade para resistir-lhe.
b. Paulo tinha a autoridade para acusá-lo de hipocrisia diante de todos.
2. Não diminui o respeito de Pedro por Paulo - cf. 2Pe 3:15-16.
a. Pedro depois o descreveu como “nosso amado irmão Paulo...”.
b. Pedro reconheceu a sabedoria dada a Paulo.
c. Pedro reconheceu as epístolas de Paulo como “Escrituras”.
A visita de Pedro a Antioquia não foi uma ocasião muito feliz, mas ofereceu oportunidade para mostrar a igualdade de Pedro e Paulo, e que, apesar do lapso momentâneo de Pedro, sua vida mostrou que seu evangelho era o mesmo que o de Paulo. Finalmente, algumas reflexões sobre este encontro.
III. Lições de Paulo e Pedro.
A. A coragem de Paulo.
1. Notamos a coragem manifestada por Paulo em Jerusalém e Antioquia.
a. Recusando-se a ceder à pressão de falsos irmãos.
b. Estando sozinho, mesmo quando seus irmãos mais próximos se distanciaram.
c. Tendo que repreender um irmão respeitado em Cristo.
2. A coragem de Paulo foi motivada por fidelidade.
a. Fidelidade ao Senhor a quem ele serviu.
b. Fidelidade ao Evangelho do qual ele não tinha vergonha - cf. Rm 1:16.
B. A humildade de Pedro.
1. Notamos a humildade manifestada por Pedro em sua última epístola.
a. Não guarda rancor contra Paulo e sua repreensão pública.
b. Disposto a reconhecer publicamente a sabedoria de Paulo dada por inspiração.
2. A humildade de Pedro foi motivada pelo amor.
a. Amor por um irmão em Cristo.
b. Amor consistente como o que ele mesmo ensinou a outros - cf. 1Pe 3:8-9.
Conclusão.
1. A relação entre Paulo e Pedro ilustra o poder de Cristo...
a. De colocar perseguidor e perseguido juntos, como colegas de trabalho no Evangelho.
b. De ajudar irmãos em desacordo trabalhar suas diferenças para se tornarem amados irmãos.
2. Ainda que Paulo e Pedro tivessem foco diferente em seus respectivos ministérios...
a. Eles serviam ao mesmo Senhor, pregavam o mesmo Evangelho.
b. Não eram superiores um ao outro, eles eram companheiros no reino de Deus.
Ao invés de tentar encontrar alguma incongruência entre dois apóstolos fiéis, percebamos que podemos usar seus exemplos para nos motivar em nosso serviço ao Senhor e uns com os outros.
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